Projeto
Educação para a diversidade: Pertencimentos étnicos, múltiplas identidades, racismo e preconceitos na escola.
Justificativa:
O presente projeto propõe discutir e refletir sobre as diversas identidades dentro do núcleo escolar, também tratar dos preconceitos que essa diversidade acaba causando. O objetivo dele é conscientizar e respeitar a diferença do outro, pois isso é uma condição social.
A existência de um referencial ao preconceito é clara, mostra que o diferente deve se alto renegar, ou seja, para se afirmar como pessoa, precisa negar seu corpo, sua cultura e qualquer experiência anterior, estabelecer-se dentro de um padrão, na qual a sociedade sistematizou, sendo que, o que você é, passa a ser desnecessário.
O homem sabe ou descobre que é um ser individual único mesmo assim ele tem dificuldade em aceitar a diferença do seu semelhante. Como propõe Tomaz Tadeu em seu livro Documentos de Identidade, “A diferença não é uma característica natural: ela é discursiva produzida. Além disso a diferença é sempre uma relação: não se pode ser diferente de forma absoluta”.(SILVA, 2001).
Acreditamos que a educação é o suporte de toda estrutura social, ela sendo bem trabalhada e desenvolvida, pode proporcionar um mundo mais igualitário, estando livre de qualquer preconceito, sendo racial, étnico, religioso, cultural, social, enfim de toda espécie.
O ambiente escolar, não deixa de vivenciar ações que mostram explicitamente esses conflitos discriminatórios, e foi pensando nessas praticas, que esse projeto visa rever toda a estrutura na qual é trabalhada na sala de aula, oferecer subsídios que possam dar oportunidades tanto aos professores como aos educando, repensando assim em suas atitudes e conceitos, encontrando maneiras de oferecer uma educação única baseada no respeito e na beleza que é ser diferente.
A escola é o processo de socialização, onde temos, junto aos educando, diversos núcleos familiares, sendo assim, é aonde surge o primeiro contanto com a diversidade cultural e social, podendo muitas vezes gerar tensões raciais.
E é na sala de aula que percebemos as diversidades, e muitas vezes elas se manifestam de formas conflituosas, é o choque na união das culturas, costumes, dos conhecimentos e dos saberes. No primeiro momento ela nos provoca curiosidade, com convivência no cotidiano escolar vemos a necessidade de desconstruir e reconstruir idéias sobre quem somos e como podemos nos tornar mais humanos em respeito a nós mesmos e aos nossos companheiros.
Com essa visão esse projeto tem intenção de trabalhar essa diversidade de forma sutil com a finalidade de construir junto com o aprendiz um juízo de valorização das culturas presentes em sua sociedade escolar.
Estaremos levando essa idéia para alunos das series finais do ensino fundamental, a 8ª serie, que se encontram na faixa etária de 13 á 15 anos, onde sabemos que a diferença e o desrespeito ao outro se torna mais acentuado. O propósito é gerar a reflexão ao diferente, de como é importante dar espaço a todos. É muitas vezes complexo, porém necessário, pois uma construção social bem elaborada tornará cidadãos mais conscientes, livres de conceitos pré estabelecidos.
O cronograma inicial desse projeto é de um semestre, tendo como foco dois meses para cada conteúdo, elaborando discussões em sala de aula, visualizações de materiais abordando assuntos dos temas específicos, palestras com os adolescentes, produções de textos, cartazes, questionários com as famílias e a comunidade, e debates no termino do projeto para observação, assim verificando se os resultados foram alcançados.
Conteúdos:
· A construção social do preconceito e suas múltiplas manifestações.
· A busca da igualdade e o respeito ao diferente.
· A diversidade na sala de aula.
Objetivos:
Conscientização das diferenças entre pessoas, mostrando que a diversidade não implica inferioridade.
Analisar de forma critica a abordagem teórica que cada educando possui.
Reconhecer diferentes pontos de vista, e debater sobre a prática da diversidade no ambiente escolar.
Metodologia:
A construção social do preconceito e suas múltiplas manifestações.
Uma construção social varia de diversas maneiras, sendo aplicado pela família, pela sociedade, e também pela escola, este projeto tem como iniciação, saber qual é a visão dos educandos, o que eles sabem sobre o assunto em pauta, assim em nosso primeiro momento estaremos gerando um debate levando em conta apenas saberes vivenciados, uma discussão realizada com carteiras posicionadas na forma de semi circulo, deixando o ambiente mais dinâmico e descontraído, para que o estudante não sinta-se retraído diante do assunto, após o levantamentos de dados, partindo do conhecimento de cada um, introduziremos uma aula áudio-visual, com um documentário sobre a interculturalidade,cujo o tema é ***** que ira levantar questões sobre os diferentes modos de vida, os costumes, as crenças, e as mistura dos povos, logo após o conhecimento adquirido, os estudantes pesquisaram sobre as diversas culturas para a produção de um cartaz, onde será exposto no pátio da escola. Nesse cartaz será feito manualmente com figuras, reportagens, curiosidades sobre cada nação, feito de maneira coletiva e com medição do professor.
Os educandos terão uma base das múltiplas identidades, que cada sociedade carrega consigo um estilo de vida, e que a diferença esta evidente. Assim no segundo momento do projeto realizaremos uma conversa, já que os educandos estão com embasamento teórico para saber que existe essa multiculturalidade, e que com a existência do diferente, gerará o preconceito. Apresentaremos na sequência uma reportagem da revista Nova Escola cujo tema é a “Educação não tem cor”, onde possui uma linguagem informal, e de fácil entendimento para os adolescentes, que abordará questões sobre o preconceito racial dentro da sala de aula, onde eles mesmos poderão discutir e talvez se enquadrar nessa perspectiva. Realizarão um questionário sugerido pela mesma reportagem estudada com ênfase na descriminação, onde abordará questões se a escola, a comunidade, os demais colegas da escola concordam e conseguem refletir se sua escola provoca ou não ações contra o preconceito.
Para finalizar a idéia de preconceito, daremos espaço para o próprio aluno, de maneira coletiva, sendo divido a turma em sub grupos, dando assim autonomia para o estudante, onde cada um terá que buscar formas de manifestações discriminatórias, com os temas: negros; índios; albinos; estrangeiros; e pessoas portadoras de deficiência, cada grupo terá como objetivo a ser alcançado. Uma pesquisa com embasamento teórico, em livros, revistas, noticiários, internet, entrevistas com próprios discriminados, entre outros, toda essa pesquisa feita pelos alunos, será apresentada para os demais colegas de sala, e os professores envolvidos no projeto, como os de ciências e educação sociais.
Ao termino do assunto, com dados alcançados pelos educandos, traremos a escola uma visita de um especialista em ciências sociais e suas múltiplas culturas, onde ele apresentara de forma descontraída, como o diferente é belo, e de como essa idéia deve ser levada a serio, tornando uma sociedade igual distinta de preconceitos. Encaminhando o projeto para o próximo conteúdo a ser discutido.
A busca da igualdade e o respeito ao diferente.
Em continuidade ao nosso trabalho, contaremos aos estudantes uma história sobre nossa vida com nossos pais, mostrando a eles o quanto somos diferentes, mesmo tendo nascido daqueles pais dos quais nascemos, o que temos de igualdade para com eles é algumas semelhanças que vem a ser uma condição sanguínea, assim como podemos ser parecidos com avós e tios, nessa lógica de diferenças e igualdades usaremos o artifício de observar nossas próprias mãos, nelas observamos que os dedos se diferem entre si, cada unha ou traço são diferentes de uma para outra, no entanto damos as duas o mesmo tratamento.
Próxima situação exposta é como seria difícil sermos reconhecidos ou admirados se fossemos identicamente iguais, mostrando aos mesmos o quanto a natureza foi sábia na concepção de cada um, para que assim possam perceber as belezas que a mistura das diferenças nos traz.
Estimulando - os a perceber a importância da união que devemos ter para com o meio do qual pertencemos, esclareceremos aos mesmos que um membro isolado de sua sociedade pertencente se torna alvo fácil para situações embaraçosas e divergentes, assim assistiremos juntos a filmes como: imitação da vida, Corina, O jardim secreto e Curtindo a vida adoidado.
Ao final de cada exibição proporemos debates sobre os assuntos que os filmes trazem, tendo percebido que em ambos os casos as diferenças e igualdades se contradizem, e os educandos dissertarão fazendo reproduções no enredo, não devendo mudar a natureza biológica de ser dos personagens.
Produzirão textos citando as diferenças e igualdade das situações vividas por eles em seu cotidiano, observando cautelosamente nos dias que se seguirão para que não percam nem um detalhe, sem deixar de cumprir com as obrigações propostas pelos seus responsáveis (ou trabalho se for caso do aluno) deverão começar as apresentações em ordem alfabética aproximadamente vinte dias após a data da solicitação.
Responderão a um questionário sobre as igualdades e o respeito igualitário pelo diferente, deixando transparecer que quando trabalhamos as igualdades é que podemos perceber as diferenças as quais devemos honrosamente respeitar assim como gostamos de ser respeitados, pelo fato de que nesse contexto somos todos iguais, no sentido de sermos dotados de habilidades, sentimentos, possuidores de direitos assegurados por leis que devem nos proteger diante de eventual necessidade.
Não deixaremos de propor o tratamento de carinho, o cuidado e o respeito para com os animais e a natureza pela condição de pertencerem à classe de seres vivos e totalmente diferentes da nossa espécie.
No que diz respeito a falecimentos, ensinar que devemos prestar condolências aos familiares enlutados, lembrando que a dor pela perda de um ente querido é igual em todos os corações.
A religiosidade do outro é uma escolha na qual existe o direito a liberdade de crença e a expressão da fé.
A pessoa que foi incluída em nosso meio merece ser aceita da mesma forma que merecemos quando incluídos em outros meios.
Para concluir criaremos uma feira das diversidades onde os grupos exporão trabalhos artesanais, fotos de pessoas animais plantas e lugares, livros e outros objetos que são de referência das culturas estudadas e trabalhadas. Cada grupo criará uma mini peça teatral, exemplificando as diversas maneiras de tratamentos que são corretos para com as pessoas que se enquadram nas seguintes condições: pai, mãe, educadores (as), líderes religiosos, autoridades civis militares e jurídicas, pessoas negras, indígenas e albinas, estrangeiros, crianças menores do que os mesmos, gestantes, idosos, deficientes em todas as condições de deficiências. Nos determinados locais: em casa, nas escolas, nas igrejas, nos parques, praças, tribunais, hospitais, delegacias, restaurantes, supermercados, asilos, abrigos, ruas, creches, centros de saúde, ônibus ou em quaisquer outros lugares em que possam praticar a ação.
As apresentações serão a princípio nas salas de aula para as respectivas turmas com a finalidade ensaio e trabalhar a timidez de alguns dos participantes, depois em dia marcado, no pátio da escola para todos os educandos, educadores e outros funcionários da instituição, as famílias e alguns amigos poderão ser convidados a prestigiar, tal decisão deverá ser tomada mediante um acordo firmado entre as partes, o próprio grupo será encarregado de confeccionar convites e lembrançinhas.
Durante as exposições e as apresentações, demonstrarem sentimento de gratidão para com o público que os assiste e visitam.
Assim estaremos colaborando para que adolescentes construa a visão de que, independente de uma “igualdade” ou uma “diferença” construída historicamente somos todos seres humanizados, pertencentes a uma mesma espécie a humana, donos de nossos direitos, responsáveis pelos nossos deveres, portanto capacitados a aprender conhecer, respeitar, e exercer nossa cidadania e vivermos em espírito de harmonia, fraternidade e solidariedade uns para com os outros, tanto em nosso pequeno mundo quanto na amplitude da sociedade, ainda há uma sensação prazerosa, benefícios, e possibilidades de aquisição de novos e bons conhecimentos que essas convivências e a prática do hábito pelo exercício podem trazer para a própria sobrevivência.
A diversidade na sala de aula.
Sabemos que uma sala de aula é composta de múltiplas identidades, assim nada mais pratico, do que começarmos avaliar a própria diversidade desses alunos, trazendo um bate papo da origem de cada família, de onde vieram seus antepassados, qual são suas culturas, suas religiões, a mistura das famílias, para assim estimular os educandos a estudarem sua própria maneira de viver, e verificar que dentro da sua sala aula também existem famílias muito próximas a sua, e muito distante da sua, mas que nenhuma é igual, sendo dessa forma uma diversidade cultural imensa.
Faremos já que estamos em nossos últimos meses do projeto, uma construção da árvore genealógica de cada aluno, produzido em papel bobina, eles terão que pesquisar através de questionários com seus avos, pais, tios, e outros membros da família, sobre da onde herdaram toda a cultura na qual pertencem. Essa árvore será bem trabalhada, porém levará torno de um mês, pois iniciarão com a pesquisa de campo, após produção teórica, com redações, resenhas ou sínteses sobre seus antepassados, pontuando os fatores mais importantes da pesquisa, e por fim a realização do projeto no papel.
Após o estudo de cada educando, com a historia de sua família, compararam as diferenças e as igualdades com os demais colegas, e vendo como é rico o espaço educacional, e como nosso mundo é feito dessa diversidade. Mostrando que não existe ser humano igual, que não tem inferioridade, nem classificação do que é um padrão de uma família correta.
Avaliação:
Iremos avaliar o comprometimento e o interesse de cada estudante, assim observando como eles reagem a cada situação apontada, qual são a repercussão da escola, da família, e dos próprios professores e alunos na elaboração e construção do projeto, com a idéia de promover mudança e levar a reflexões sociais diante dos temas abordados.
Debater e articular formas de conduzir o projeto, de acordo com o estimulo do aluno, selecionar pontos de vista distintos, qual é o conhecimento prévio que cada um carrega, valorizando sua cultura, e as experiências na qual ele tem, mas expondo de forma que gerará a consciência social, ou seja, examinando a mudança de comportamento, se esta dando espaço ao outro, respeitando essa interculturalidade.
Referências:
SILVA, Tomaz Tadeu .....
http://www.fundaj.gov.br/tpd/147.html
Acessado 30 de maio de 2009
HTTP COM DUCUMENTARIO
BENCINI, Roberta. Educação não tem cor IN. Nova Escola. São Paulo: Abril, novembro 2004. p 49.
Professor ___________ Especialista em Ciências Sociais e Multiculturalidade, pela Universidade ______.
Bibliogafia:
SILVA, Tomaz Tadeu da; Documento de identidade: Uma introdução às teorias do curriculo - Belo Horizonte - MG:






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1 comentários:
muito bom o projeto...
a proposta é bastante clara, acredito que seja um sucesso a todos que ponham em pratica...
PARABÉNS
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